domingo, 15 de maio de 2016

4. Todos se dizem a favor da democracia!




Está claro que o povo brasileiro continuará um povo divido por causa do afastamento da Presidente da República, Dilma Rousseff. Desde quando Dilma ganhou as eleições de 2014, foram muitos os pedidos de impeachment que chegaram às mãos de Eduardo Cunha e o Brasil passou a ter uma onda de protestos pró e contra o governo do PT. Diante disso, se o Brasil passa por uma crise política, o que impede o povo se unir para buscar o melhor para o país?
Talvez, o que esteja faltando seja a vontade de união partir do próprio povo. O que se vê são pessoas exaltadas, discutindo, se agredindo verbal e fisicamente nas ruas. A internet passou a ser um campo de batalhas ideológicas onde, na verdade, ninguém se respeita. As pessoas esquecem que, independente de estar certo ou errado, “A” tem o direito de pensar diferente de “B”. É aí que está o X da questão: o voto é um ato democrático que dá o direito de cada um ir às urnas e escolher aquele candidato que achar melhor para o país. Então, por que as pessoas não se unem para cobrar novas eleições em vez de pedir o impeachment? Essa pergunta é levantada com base nas seguintes constatações:
  1. Muitas pessoas são totalmente contra o governo do PT.
  2. Muitas pessoas que votaram no PT estão insatisfeitas com o seu governo.
  3. Muitos que queriam a saída da Presidente Dilma também não queriam Michel Temer como Presidente do país.
  4. Todos se dizem a favor da democracia!
Então, levando em conta esses quatro pontos (principalmente o item 4), por que as pessoas não se unem, não vão às ruas, todos contra a corrupção, para exigirem novas eleições em vez de um impeachment?
Infelizmente, não há como negar que a democracia está gravemente ferida, pois, quando um candidato é eleito pelo povo, o povo é quem deveria tirá-lo do poder e escolher outro para o lugar. Percebe-se que uma boa parte das pessoas está “soltando fogos” pelo afastamento da Presidente, porém, outra parte não. E também não é certo que as pessoas não queiram novas eleições com medo de que o PT vença mais uma vez, visto que o certo é o candidato da maioria assumir o poder, mesmo que a minoria fique insatisfeita. No dia que o voto da maioria não der poder ao candidato que ela escolheu, o Brasil não será mais um Estado democrático.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Verdades Secretas




No dia 15 de Outubro, comemora-se o dia do professor. Se existe profissão mais bela, eu não sei. O que eu sei é que, quando você se torna professor, você está encarando uma vida de muitos sacrifícios, e pouco reconhecimento. Não quero deixar meu texto clichê, e, para que isso não ocorra, trago aqui algumas verdades secretas.
Primeiramente, parem de postar em redes sociais que o salário de um professor deveria ser igual a o salário de um deputado ou senador. Isso simplesmente não vai acontecer. Nós mesmos não esperamos que isso aconteça. Há muito tempo, todos já sabem que a escolha da nossa profissão não é baseada em grandes salários e prestígio social. Nós vivemos no Brasil, meus amigos.
Por outro lado, não estou dizendo que nós gostamos de trabalhar 3 turnos diariamente recebendo um salário modesto. Muita gente destaca que o professor é o profissional que trabalha por amor, a fim de ofuscar a necessidade que ele tem: receber uma hora/aula justa pelo trabalho que faz. Isso porque a faculdade onde ele se formou não foi paga com amor. Foi paga com dinheiro! Os livros que comprou, os congressos que participou, a pós-graduação que concluiu, e tantas outras coisas mais, foi tudo pago com dinheiro!
Poucas pessoas conhecem nossa rotina. Elas não veem quando dormimos às 2, para acordar às 5 da manhã, digitando provas, corrigindo redações, preparando slides, estudando para nos atualizarmos, etc. Os que sabem, em sua maioria, esquecem! Acertamos 15 vezes, porém, o erro cometido na 16ª vez será muito mais evidente do que os acertos anteriores.
Apesar de tudo isso, e de outras coisas mais, estamos aí, firmes e fortes. Não tão quanto gostaríamos, mas seguimos em frente pelas verdades que sabemos. A verdade daqueles alunos que sabemos que são realmente gratos. A verdade de alguns diretores e coordenadores que realmente trabalham ao nosso lado, não acima de nós. A verdade de que somos mestres. E a maior de todas as verdades: não fomos nós que escolhemos a profissão. Ela que nos escolheu! Eu tenho orgulho, porque eu sou um dos escolhidos. E, mesmo não tendo o salário de um senador, nem o prestígio social que um jogador de futebol, eu tenho a satisfação de fazer parte desse esquadrão de elite detentor do conhecimento.
Parabéns, professor!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Regularizando o abuso!


A prefeitura do Recife estuda regularizar a situação dos flanelinhas espalhados pela cidade. Esse fato tem chamado a atenção das pessoas que possuem algum tipo de automóvel e que são obrigadas a dar dinheiro a esses flanelinhas, para que eles não danifiquem o veículo. E o curioso é que alguns desses flanelinhas reclamam do que é dado pelo dono do carro. Não querem receber moedas. Querem dez, quinze reais, ou mais.
O que as pessoas estão procurando encontrar na iniciativa de regularizar essa prática são motivos racionais para pagar por um serviço que aquela pessoa com um pano na mão não é capaz de cumprir: cuidar do carro. Os impostos já servem para pagar pela segurança pública na cidade. A única proteção que um flanelinha pode oferecer ao carro de qualquer pessoa é contra ele mesmo!
Além desse fato, as ruas são públicas, e já existem lugares como a zona azul que somos obrigados a pagar para deixar o carro estacionado.
Os impostos que são pagos por nós deveriam ser usados para ajudar a acabar com essa coação dos flanelinhas, porém a prefeitura que não tem competência para isso, prefere regularizar essa prática abusiva, e, com isso, continuamos a pagar imposto por segurança pública, zona azul, e flanelinhas.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Dúvida.





Um coisa já está bem clara para a maioria da população: cada governo tem o seu lado positivo e o seu negativo. Tanto aqueles que votarão em Dilma, quanto aos que votarão em Aécio, próximo Domingo (26.10), têm motivos significativos para sua escolha. Isso é percebido não só nos candidatos em si, mas também, na história dos governos.
O Brasil já está há 12 anos “nas mãos do PT”, e, ao longo de mais de uma década de governo, as pessoas que acreditavam no partido foram se revoltando com as ondas de escândalos que começaram a ser divulgados pela mídia. Passamos a conhecer melhor a corrupção dentro de um governo. E isso fez com que os candidatos desse partido carregassem consigo o peso da desconfiança das pessoas.
O maior problema do PSDB é que, nos anos 90, muita gente não tinha carne para por no prato, a oferta de emprego era baixa, o acesso a uma Universidade Pública era privilégio de quem tinha acesso às melhores escolas particulares. Isso tudo, do governo de Lula ao de Dilma, foi deixando de existir. Hoje o índice de miséria no país caiu, o pai de família consegue emprego mais facilmente, o estudante de escola pública passou ter mais chance de ingressar numa Universidade Federal ou Estadual.
Entretanto, ao que parece, com o governo do PT, o brasileiro é moldado para ser um mero peão. Ele recebe uma educação de péssima qualidade a qual lhe dará condição de arrumar um emprego que lhe pagará um salário que não o deixará passar fome. Ele não passará fome, mas, dificilmente, terá maiores oportunidades de melhores cargos e salários. Os altos cargos e salários continuam nas mãos de uma minoria que alimenta o povo à base de pão e circo.
É esse o motivo que deixa o povo brasileiro tão dividido. Cada um com sua razão e com sua ilusão. Existe a possibilidade da mudança do governo para a melhora da nação ou para o retorno de antigos fantasmas. Também existe a possibilidade de que o atual governo continue para que a velha confiança e a aprovação popular possam voltar, assim como a possibilidade de que ele fique e afunde ainda mais o país.
A dúvida entre Dilma e Aécio é a clara evidência de que o brasileiro está começando a entender que essa escolha definirá, não apenas uma pessoa para governar uma nação, mas também, uma nação para governar um povo.

sábado, 3 de maio de 2014

Esporte Sangrento




O futebol é um dos esportes mais admirados no mundo. Aqui, por exemplo, é a preferência nacional. Isso não era para ser um problema, porém, acompanhado os noticiários a cada final de uma rodada esportiva, aumenta-se a certeza de que esse não é mais um esporte para pessoas de bem saírem de casa a fim de ir a um campo torcer por seu time.
Na última sexta-feira (02/05), um torcedor que estava saindo do campo do Santa Cruz no Arruda, foi atingido na cabeça por um vaso sanitário atirado de uma das arquibancada pelos torcedores Santa. Mais um que perde a vida por conta desse esporte sangrento. Mais uma morte que só não será esquecida pela família do rapaz, pois, para o clube, e para os amantes do futebol, a vida segue. Como diria o Pelé numa hora dessas: “Vamos esquecer toda essa confusão que está acontecendo no Brasil e vamos pensar que a seleção brasileira é o nosso país, é o nosso sangue. Não vamos vaiar a seleção. Vamos apoiar até o final”.
A morte rapaz não aconteceu só por ele fazer parte de torcida organizada. Isso é apenas um fator que contribui muito para uma tragédia. Mas, é comum pessoas inocentes, que não têm nada a ver com time ou torcida, morrerem ao redor dos estádios. A polícia fica obrigada a deixar de proteger a população para escoltar vândalos fantasiados de torcedores. Contudo, essa prática da PM não impede as badernas causadas por esses bandidos. Os arredores de campos de futebol se transformam em zonas de batalha, e qualquer cidadão de bem que estiver passando por perto pode levar um tiro na cabeça.
Até quando isso vai durar? Pelo andar da carroça, para sempre! A estratégia adotada por aqueles que ganham dinheiro banhado de sangue é deixar o tempo passar, a poeira baixar e continuar como se nada tivesse acontecido, até que venha outra morte, e o recomeço de um novo ciclo de esquecimento. Tudo acompanhado de camarote por uma presidente cara de pau que, mesmo com a situação fora do controle, se acha a personificação da competência e fica com aquela cara de satisfação sem conseguir fechar os dentes!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Povo Corrupto

Corromper
Classificação da palavra: Verbo Transitivo.
Significado: Perverter física ou moralmente; adulterar; depravar; decompor; estragar.
 
Corrupção. Essa palavra é muito lembrada quando falamos do quadro político do Brasil. Fala-se tanto em governos, políticos corruptos, mas pouco se fala no povo corrupto. Acompanhando as manifestações públicas que vêm ocorrendo no país com bastante frequência, podemos perceber muitas incoerências por parte de pessoas que saem nas ruas para protestar em prol de um Brasil melhor.
Para começo de história, são pessoa que adoram aparecer. Infelizmente, o brasileiro é um povo que adora um "carnaval", e, sendo assim, qualquer movimento, qualquer barulho é o suficiente para juntar um aglomerado de pessoas (umas sem saber o porquê de estarem ali) reivindicando coisas que nunca serão, de fato, atendidas.
Não estou dizendo que esses protestos por todo o Brasil não têm cabimento. Pelo contrário! O que não faltam são razões para isso. O povo não pode ficar de braços cruzados e deixar tudo como está. O que está faltando na cabeça de muitos (quase todo mundo) é que a mudança tem que começar na cabeça de cada um.
O nosso país carrega uma cultura bastante peculiar. As pessoas mais notáveis do país, ou vivem chutando uma bola, ou vivem cantando músicas sertanejas.
Os nossos políticos são corruptos porque o povo brasileiro é um povo corrupto.  Passamos a ser um povo a espera de um novo messias de terno e gravata que surgirá para acabar com todos os problemas do país num passe de mágica.
Nós, por um lado, merecemos o Brasil que temos. Não damos valor à educação, não damos valor à família, não damos a devida atenção ao que merece. E quando fazemos tudo isso, nós adulteremos, estragamos, corrompemos a ordem e o progresso do país tão igualmente aos nossos políticos. E se fazemos tudo isso, somos um povo corrupto.